domingo, 17 de janeiro de 2010

O poder simbólico

O poder simbolico

No segundo capítulo, a introdução a uma sociologia reflexiva, o autor demonstra alguns parâmetros fundamentais para a contribuição do pesquisador em relação ao objeto.
O pesquisador tem que aprender a relacionar com a pesquisa de modo racional para que não tenha decepções mais graves por isso que na construção do objeto se prioriza a eficácia de um método .
Numa afirmação do autor diz que “ só se pode realmente dirigir uma pesquisa com condição de a fazer verdadeiramente com aquele que tem a responsabilidade direta dela”(Bourdieu, p. 20). Nesta concepção aborda o sentido do habitus científico:
“é uma regra feita pelo homem, ou, melhor, um modus operandis científico que funciona em estado prático segundo as normas da ciência sem ter estas normas na sua origem: é esta espécie de sentido do jogo científico que faz no momento próprio, sem ter havido necessidade de tematizar o que havia que fazer, e menos ainda a regra que permite gerar a conduta adequada.(Bourdieu, p. 23)”

Neste contexto se deve abandonar as posições preeminentes na academia entre os professores e os investigadores para obter uma construção científica. Assim, a noção de campo se torna o modo conceitual da construção do objeto que vai comandar ou orientar todas opções práticas da pesquisa, ou seja, o modo de pensamento relacional seria um método para se entender o mundo social.O autor diz:
Ela funciona como um sinal que lembra o que há que fazer, a saber, verificar que o objeto em questão não está isolado de um conjunto de relações de que retira o essencial das suas proprieidades. Por meio dela, torna-se presente o primeiro preceito do método, que impõe que se lute por todos os meios contra a inclinação primária para pensar o mnudo social de maneira realista ou, para dizer como Cassirer, substancialista: é preciso pensar relacionalmente.
Quer dizer que não se pesquisa sem se fundamentar no espaço das relações, do convívio do objeto ao ser estudado, por isso que o autor ressalva que seria “uma urgência tomar para objecto o trabalho social de construção do objecto pré-construído: é aí que está o verdadeiro ponto de ruptura”(p.29)
O mesmo autor menciona que busca-se um modo de fulga do modo de pensamento realista se referindo ao “campo de poder” que é entendido portal as relações de forças entre as posições sociais que garantem aos seus ocupantes um qunatum suficiente de força soical de modo que estes tenham a possibildade de entrar nas lutas pelo monopólio do poder, entre as quasi possuem uma dimensão capital as que têm por finalidade a definição da forma legítima do poder..
O autor diz que ´há dificuldade na análise relacional propõe um recurso para a construção do objeto que é o “quadro dos caracteres pertinentes de um conjunto de agentes de outras instituições”, ou seja, o recurso ao método comparativo permite pensar relacionalmente um caso particular do possível.

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